palavras, idiossincrasias, verbos
o imaginário de uma teuto-oriental tupiniquim

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Terça-feira, Outubro 23, 2001

 
 

~13:30~

ainda sobre quiroga e as paixões

é uma pena que ainda tem muita gente no mundo que, não só, não sabe se doar, como também, não sabe receber.
trágico mundo moderno. mas sei que ainda existem alguns românticos perdidos por aí.
perder a cabeça é pecado mortal. frustrações são tomadas como padrão e o amor cede lugar à conveniência.
bom... a humanidade sempre foi um pouco assim: a conveniência da sociedade burguesa, a conveniência da idade média...

mas quando a gente observa coisas simples como o sorriso de uma criança, uma flor que conseguiu romper a dureza da calçada, um carinho, um telefonema inesperado... alguém que se lembra da gente quando estamos precisando... a comemoração de uma pequena alegria... a gente deixa o lado brega, romântico, pueril aflorar e se emocionar.

por que temos tanto medo em admitir que somos emotivos e também apreciamos as coisas mais vulgares? e o termo vulgar aqui é apropriado: do aurélio "1. relativo ou pertencente ao vulgo; comum, ordinário, trivial, usual. [...] 3. sabido notório"

"os ignorantes são felizes porque eles não tem medo. não tem nada a perder"

me lembro de pessoa, álvaro de campos
tanta metafísica na tabacaria, mas ele olha a menina e diz:
"come chocolates, pequena;
come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates"

as crianças também sabem ser felizes. e isso é bem o filme de ontem: kolya.
lindo, singelo. um menininho fodido, um padrasto fodido que se casou com a mãe do menino num acordo pra que ela conseguisse sair da rússia e ir para o ocidente. a mulher sacana se aproveitou da situação, fugiu e largou o menino. o cara não queria, mas teve que cuidar do menino que pouco a pouco foi minando as crenças de solteirice e independência do músico coroa. conquistou, penetrou e sensibilizou um coração que era incapaz de amar. lindo. lindo.

tudo seria mais fácil se deixássemos essa inocência e coragem infantil tomarem mais espaço nas nossas vidas.
mas o mais comum é que matamos a inocência e permanecemos imaturos...

ainda existe humanidade, amor, compaixão, inocência e beleza no mundo. sou otimista!

por kktanaka ~

 
 

 

 
 
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