palavras, idiossincrasias, verbos
o imaginário de uma teuto-oriental tupiniquim

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Quinta-feira, Julho 19, 2001

 
 

~12:59~

mais sonhos

o sonho de hoje foi tão forte em emoções

ultimamente tenho sonhado muito com viagens
à praia.
eu normalmente sonho bastante com viagens
mas todos os que me lembro recentemente
são sobre o tema...

o desta noite:
peguei um avião para viajar
me lembro das cadeiras e do grau de inclinação
- tudo bem... tive essa conversa com a flá outro dia -

mas minha mãe foi parar no sonho
com aquele seu jeito histérico/exigente/wannabe

e quando olho pro lado é meu irmão que está sentado
ao meu lado. ele criança, como quando viajávamos de
pequenos. Eu adulta, como agora

depois estava em outro lugar, sozinha.
uma cidade com gosto
de lugar conhecido...
uma mistura de ilhabela e monte verde

conversava com algumas pessoas
lamentando meus problemas imbecis
-típico, típico...-

não estava conseguindo juntar dinheiro
pra viajar...
o dinheiro simplesmente sumia da conta...

então entrei numa loja de queijos e vinhos
fiquei lá, querendo comprar as coisas,
escolhendo... morrendo de fome...

acho que comprei algumas coisinhas
porque estava com fome...

de repente me vejo presa àquele lugar
primeiro por conta do trânsito,
estradas interditadas...

sem meios pra voltar...

e embora a cidade fosse aparentemente
conhecida, havia se tornado estranha

e eu comecei a ficar angustiada
muito angustiada
sempre andando pelas mesmas ruas
a mesma praça, a mesma loja...

não conseguia escapar daquilo
baixou tc... achei que estava
realmente presa

e enfim... aparece a flá...
me chama para um lugar escondido
uma mini prisão
salas como labirintos totalmente trancafiadas

e eu conhecia aquele lugar
era o lugar onde eu vivia...
como se de uma hora pra outra
descobrisse que vivi ali o tempo todo sem saber
tive medo de entrar...
subir por uns buracos minúsculos e apertados
no teto de uma sala com paredes e portas
cor de gelo...

tinha uma escadinha dessas de bombeiro...
toda branco-gelo...

fiquei com medo de subir...

ela não tinha apoio nenhum...
e acima ela estava apoiada em uma estante (?)
a única coisa com cor naquele lugar

e a flá de novo, me estendendo a mão
e me dizendo que era o único meio de

sair daquilo tudo...
eu fui...
morrendo de medo...

e quando entrei na outra sala, me vi mais
trancada ainda...

comecei a percorrer as salas desesperada
todas trancadas
a flá havia ficado naquela outra sala...

mas no meio do labirinto a gente se encontra
de novo...
ela aponta as portas fechadas e me pergunta
se apesar das trancas eu havia tentado abri-las

disse que não.... como não tinha pensado nisso
antes?

como num desenho do beep beep e do coiote...
eu tento abrir a porta -sem destrancá-la-
e vejo a saída!

sem pompa, sem luz, uma saída cinza e escura
mas uma saída

tinha me libertado de tudo!
começo a chorar em desespero
soluço, grito... não consigo conter tantos
anos de emoção trancados e sufocados dentro
de mim. choro como uma criança

e fico abraçada a amiga que me ajudou

por kktanaka ~

 
 

 

 
 
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