palavras, idiossincrasias, verbos
o imaginário de uma teuto-oriental tupiniquim

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Domingo, Julho 22, 2001

 
 

~14:14~

dor e solidão

dentes, unhas, útero
o corpo apodrece
cai enfermo
gemendo de dor

grita derrota
os neurônios
a dor vence
o corpo
soberana

chega como quem
não quer nada
e num instante
se instala
poderosa

um grito tímido
um gemido
um sussurro

a busca de um
remédio
a cura para
toda dor

um nome
pequeno, bobo
infame
três letras
são nada
para tanta
desordem

o caos
a vida em cacos

o medo
de envelhecer
sentindo-se já
velha

tudo apodrecendo
as carnes
todas
entregues

o medo
pela primeira vez
em sonho
de um dia não acordar
mais

a morte
fez sua visita em sonho
e deixou o bilhete
da angústia
do medo

numa prece
a vida pede
a Deus
que não
abandone
o corpo
na solidão

por kktanaka ~

 
 

 

 
 
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