palavras, idiossincrasias, verbos
o imaginário de uma teuto-oriental tupiniquim

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Quinta-feira, Junho 21, 2001

 
 

~17:26~

da série literatura
terminei de ler o alta fidelidade na terça a noite.
ontem comprei e comecei a ler o mulher de trinta.
estou quase na metade...

lá vão os comments:
(rasos, rasos, pq to com pregui)

:: alta fidelidade
não me lembro de ter visto um
romance psicológico feito por um
homem falando de um homem!

tá certo. não li muitas coisas legais na vida...
não li os clássicos ainda,
com raras e honrosas exceções

impossível pra uma pessoa da nossa geração
não se indentificar com o herói. homem e mulher

e minha frase gasta típica:
"realmente... homens e mulheres tem os mesmos
anseios no fim das contas"

poderia escrever zilhões mais sobre o livro...
mas nada que já não disseram:
"divertido, humor inteligente, irônico, belas sacadas,
texto original e simples"

e foi estranho ler um filme...

mas os amores... queria poder falar mais
dos amores... mas ultimamente ando numa
fase nada amorosa

[centrada, como disse a flá.
"você está super centrada.
é bom te ver assim"
e eu quase chorei
e disse:
"sim estou bem centrada.
para o bem e para o mal"
e estou tão centrada que estou
tão pouco maniqueísta, tão
pouco amorosa, tão pouco
sentimentos. exceto a amizade
a amizade é um sentimento
puro e genuíno e é só o que
tenho buscado ultimamente.
estou mais humanista e isso já me
remete ao balzac de logo mais
e seguindo no raciocínio:
estaria sendo frívola?
mas perdoem-me o colchetes]


:: mulher de trinta

interessante. bem humanista para a época.
tem umas coisas estranhas:
[queria estudar um pouco de balzac
pra entender um pouco essa obra]
o prefácio é de um francês que diz que
o livro está cheio de erros (cronológicos),
incorreções e tem uma
profusão de ritmos e estilos diferentes
entre um capítulo e outro.

o livro demorou uns 16 anos pra ficar pronto...
não creio que balzac faria um
erro crasso de cronologia... faria?
queria saber se tem algum estudo
mais moderno sobre o livro que
tenta especular esses "erros" de uma outra maneira...
fico pensando se não foi proposital...
se ele não estaria "à frente do seu tempo"....

ex:
no final do primeiro capítulo ele cita a data de 1821.
no início do segundo capítulo começa com a
heroína viajando em meados de 1820 (citado tb)
vai me dizer que não tinha revisão no século XIX??
mas é muito fácil pegar um erro desses!
menos de 20 páginas depois!

mas eu sei que no fim das contas vou
terminar de ler o livro e as
perguntas continuarão sem respostas...

poderia ir à fefeleche dar uma olhada na
biblioteca ou falar com um
professor de literatura da eca...
anyway... vai ficar por isso mesmo..
.
mais perguntas sem respostas
nessa minha vidinha sem respostas
e tão sem ação...
[e para me lembrar de uma conversa
icequeana recente:
kk: "jovens audaciosos...
já fui assim também"

alexal: "heheheeheh boba.. jovem audaciosa vc tb eh ainda"

kk: "audaciosa não sou mais... ;)"

completando... acho que nem jovem tb.

e lembrando de balzac, mulher de trinta,
sou frívola? será?
acho que sou mais humana.
será que ele tava fazendo uma crítica ao
humanismo que nem existia direito
na época?
humanistas são frívolos?
[viagem...]
é... to meio deprê...
carente ou não...
(re?)avaliando a vida
para ser mais precisa

por kktanaka ~

 
 

 

 
 
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