palavras, idiossincrasias, verbos
o imaginário de uma teuto-oriental tupiniquim

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Segunda-feira, Dezembro 18, 2000

 
 

~15:07~

one more
"5. Observa as paixões fulminantes. Imagina como seria se as pessoas se apaixonassem menos, se não tivessem anseios de possuir as outras só pra si, se transassem mais, se ficassem mais vezes debaixo de uma mesma coberta num dia de chuva, que deixassem seus cheiros na cama dos outros sem que isso fosse uma coisa extraordinária, sem que significasse nada além do ato em si, do alívio de um desejo mútuo através de um prazer consentido. Nunca descarta, contudo, a possibilidade de um dia te apaixonar de maneira fulminante por alguém, aquele tipo de desejo predador, romântico e socialmente aprovado que a maioria das outras pessoas manifesta. Paixões fulminantes têm seus encantos. Ao mesmo tempo, nos levam muito além do que talvez fosse necessário: queremos transformar uns aos outros pelo nosso próprio gosto. As pessoas querem alguém em que possam pensar o tempo todo, e essa é uma expectativa nociva. Não precisamos ir tão longe, nada além de noites em claro, trocando carícias à luz da lua, lembrando sempre que o prazer pode ser analogicamente comparado a disparos de eletricidade que percorrem a pele em circuitos mais ou menos previsíveis, que devem ser estudados e explorados. É possível, como se sabe, calcular a posição das janelas e a arrumação dos quartos de maneira que a luz da lua cheia incida diretamente sobre as camas, nas noites de céu limpo."

por kktanaka ~

 
 

 

 
 
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