palavras, idiossincrasias, verbos
o imaginário de uma teuto-oriental tupiniquim

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Segunda-feira, Agosto 21, 2000

 
 

~16:21~

[soneto do amor total] - Vinicius de Moraes

Amo-te tanto, meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Nunca sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

por kktanaka ~

 
 

 

 
 
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